Acabei de fazer um teste de temperamento,
olha o resultado:Veja abaixo a probabilidade de você ter atualmente ou ter tido os respectivos transtornos psiquiátricos.
Transtorno Psiquiátrico Atualmente No Passado Fobia Social Improvável Possível
Anorexia Nervosa Improvável Possível
Depressão Possível Provável
Distimia Possível Provável
Déficit de atenção Não avaliado Possível
Realmente sofri muito com depressão ansiosa em 2009/2010 e ainda tomo remédios, mas me sinto muito bem pra estar depressiva. Anorexia também nunca tive, e muito menos fobia social. Distimia não sei o que é e DDA eu tinha no colegial, mas tinha um nome melhor: preguiça e displicência.
Nem sei porque eu faço esses testes da internet viu.
Olha o resto:Medo médioA avaliação apontou que o seu nível de medo é médio.
Esse perfil traz como características certo grau de precaução, cautela, prudência, preocupação e ponderação antes de tomar decisões. Em situações de perigo, pode paralisar por alguns momentos, mas depois tende a agir. Em geral, esse grau de medo é o mais equilibrado, porque protege quando tem que proteger, mas não impede a pessoa de aproveitar boas oportunidades. Do ponto de vista social, se o medo também for médio, há uma tendência para inibição inicial, que logo se desfaz, sem atrapalhar a formação de novos vínculos. Apesar de haver alguma preocupação com o que os outros estão pensando a seu respeito, essa preocupação favorece a adequação social. A vantagem do perfil de médio medo é a proteção contra os riscos reais que a vida oferece, sem deixar de identificar as situações que de fato oferecem perigo ou sofrimento potencial. Esse perfil moderadamente conservador e prudente se dá melhor quando o ambiente se apresenta com alguns perigos reais, mas também situações que podem ser aproveitadas. As precauções tomadas protegem das ameaças quando elas ocorrem, mas parte da energia também está disponível para ser investida no sentido da conquista de objetivos. A desvantagem do medo médio ocorre quando o meio está excessivamente perigoso e arriscado ou extremamente seguro. Nas circunstâncias de fato perigosas, talvez o medo médio não seja capaz de identificar a real dimensão dos riscos, favorecendo aqueles que têm medo alto. Por outro lado, nas situações particularmente seguras, parte da energia que poderia ter sido gasta em investimento e conquista é usada em precauções que se revelam pouco úteis. Assim, quem tem medo baixo tende a sair na frente. Do ponto de vista de transtornos psiquiátricos, o medo médio confere proteção para o desenvolvimento tanto de transtornos de ansiedade (ansiedade generalizada, TOC, fobias, fobia social, personalidade dependente e evitativa), como de transtornos de impulsividade (transtorno de explosividade intermitente, transtorno de oposição desafiante) e do uso de drogas de abuso, mas esses transtornos podem ocorrer em função das outras emoções básicas. Como o medo médio é o mais comum em pessoas estáveis, não há muito a ser modificado. Talvez o único trabalho de aperfeiçoamento do temperamento seja aprimorar a capacidade de identificação das situações oportunas que de fato oferecem baixo risco, e soltar mais o pé do freio nessas circunstâncias. Por outro lado, também seria bom poder identificar as situações de alto risco real e significativo para tomar mais precauções ainda. Em outras palavras, o ideal seria tentar adequar a dose certa de medo para cada situação, de modo a torná-lo mais maleável e adaptado. Se as experiências nas situações de vida forem favoráveis, o medo tende a diminuir um pouco, mas, se forem negativas, o medo é reforçado.
Vontade médiaA avaliação apontou que o seu nível de vontade é médio.
Esse perfil traz as características moderadas de otimismo, entusiasmo e prazer nas atividades, interesse por novidades, tendência a desanimar e a desistir frente a objetivos mais difíceis, e algum grau de insegurança e indecisão dependendo das circunstâncias. A vantagem da vontade média é a tendência a não se envolver nos problemas que o desejo tende a gerar para ser saciado, e ao mesmo tempo, não sofrer prejuízos maiores por falta de vontade. A vontade média conta com esperança e otimismo nas situações que se apresentam favoráveis, mas não insiste demasiadamente em situações que de fato são sem saída ou muito difíceis. Desistir de algo que não tem como dá certo ou nem investir em algo que vai fracassar é bom, mas em geral não há como saber isso de antemão. Outro aspecto favorável da vontade média é que esse perfil não costuma inspirar forte competitividade nos outros. Pelo contrário, esse perfil protege da ambição demasiada e arrogância (se a raiva não for alta), ao mesmo tempo em que conta com energia suficiente para não ter que ser ajudado e estimulado constantemente pelos outros. De modo geral, a vontade média não gera atrito quando se está em grupo, mas as relações sociais também dependem muito de outros fatores. Esse grau de vontade favorece conquistas moderadas e em situações com poucos obstáculos. Por outro lado, tem menos chance de sucumbir à ganância, que é um “efeito colateral” do excesso de desejo e vontade, ao mesmo tempo em que consegue aproveitar e se contentar com o que tem. Apesar da vontade média pode proteger de algumas situações problemáticas, pode haver algum impacto negativo por falta de motivação, proatividade, competitividade e auto-estima tão valorizadas na sociedade atual. Assim a vontade média permite investir em algumas novas situações, buscar ativamente oportunidades e aproveitar o que tem, mas pode sucumbir em ambientes de grande competitividade e grandes obstáculos. Nessas situações, alguma insegurança e indecisão podem fazer com que se deixe de aproveitar boas oportunidades. Esse perfil se adapta bem situações com alguma competitividade, mas com desafios moderados e necessidade de se adequar a rotinas (se o controle for alto, principalmente). Do ponto de vista de transtornos psiquiátricos, a vontade média traz um pouco de risco de se desenvolver sintomas depressivos, principalmente quando o ambiente é hostil ou cronicamente estressante. Para muitas pessoas a vontade é média, mas instável (geralmente nesses casos a raiva é média ou alta e/ou o controle é baixo). Isso gera instabilidade de humor, já que a vontade é o alicerce do humor, e essa oscilação afeta a auto-estima, a confiança e o crédito pessoal. A vontade média pode proteger do desenvolvimento de transtornos relacionados a excessos comportamentais em compras, jogo e drogas de abuso, mas principalmente se a raiva for baixa e o controle for alto (ver a seguir). Alguns podem usar drogas buscando o aumento de estímulos para suprir alguma deficiência de vontade. A lapidação desse temperamento exige vencer resistências iniciais e remar contra a maré em situações mais desafiadoras. À medida que algumas conquistas são atingidas, pode se criar um círculo virtuoso que gera mais vontade e iniciativa. Talvez seja proveitoso buscar pontos de apoio que ajudem a não desistir frente aos obstáculos maiores. Pode ser uma boa estratégia tentar fazer parte de um grupo que opere coordenadamente e que sirva como estímulo para manter a atividade em um nível mais alto. Para algumas pessoas, passar a fazer atividades mais competitivas ou agressivas (por exemplo, um tipo de luta), pode aumentar a vontade.
Controle baixoA avaliação apontou que o seu nível de controle é baixo.
Esse perfil traz as características de pouca concentração, foco, atenção, disciplina, organização, responsabilidade e conclusão de tarefas, principalmente as mais longas e entediantes. São poucas as vantagens do controle baixo. Em algumas circunstâncias pode ser vantajoso agir de modo menos padronizado ou “certinho”, passando uma sensação de desprendimento e independência de algumas regras sociais. Quando as tarefas relacionadas ao dever, como prazos e horários, são pouco necessárias ou valorizadas no contexto, o controle baixo gera menos problemas. Em algumas situações, o controle baixo pode ser vantajoso por favorecer um tipo de pensamento mais original ou inusitado, que pode ser desenvolvido e colocado em prática por pessoas com mais controle, ou pela própria pessoa se for em uma área em que goste de atuar. A falta de controle tende a gerar desvantagens e problemas particularmente quando há muitos deveres a serem cumpridos. Isso pode se manifestar já nos primeiros anos de escola, e apesar de geralmente haver uma melhora no começo da idade adulta, ainda pode ser um entrave para o crescimento pessoal e profissional em ambientes mais rígidos e exigentes. A deficiência de controle seguidamente acompanha alguma instabilidade de humor e a falta de direcionamento sobre o que deve ser feito, como e quando. Essa característica faz com que se deixe tudo para a última hora, e muitas vezes o tempo que resta não é suficiente para fazer a tarefa bem feita. Em um grupo social, a falta de atenção e capacidade de perceber sutilezas dos outros faz com que alguns atos sejam considerados “sem noção”. Ao perceberem a razão do erro foi não se dar conta do que fez ou do que deveria ter feito, são mais facilmente perdoados, mas no longo prazo isso costuma cansar os que convivem com quem tem baixo controle. Com o tempo, cai o crédito pessoal perante os outros, podendo gerar prejuízos pessoais e sociais. Em casos mais extremos, o baixo controle provoca comportamentos opositivos por não perceber o que deve ser feito ou não conseguir levar em conta a vontade do outro ou do grupo. Isso acontece particularmente quando o medo é baixo e a raiva, alta. O medo médio, a vontade alta e a raiva baixa atenuam as conseqüências do controle baixo. Do ponto de vista de transtornos psiquiátricos, o baixo controle aumenta o risco de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno opositivo desafiador, ciclotimia ou instabilidade de humor (bipolaridade), abuso de drogas e transtorno de explosividade intermitente. O controle baixo pode proteger do desenvolvimento de alguns tipos de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e da anorexia nervosa. A lapidação desse temperamento não é fácil, e muitas vezes o que funciona é usar estratégias que compensem a falta de controle. Uma das saídas é buscar fazer o que gosta, ou seja, não ter que depender muito do senso de dever para produzir. Atividades mais dinâmicas podem atrair mais a atenção. Quanto à organização, uma boa estratégia é poder se associar com alguém que naturalmente seja mais disciplinado e ajude a monitorar o que tem que ser feito. Outra possibilidade é fazer um esforço para usar agendas e lembretes que ajudem a cumprir os compromissos. De modo geral, é melhor buscar atividades com maior flexibilidade em relação a regras, horários e prazos.
Raiva MédiaA avaliação apontou que o seu nível de raiva é médio.
Esse perfil traz algumas características de irritabilidade, explosividade, impaciência, agressividade, assim como propensão a ser desconfiado, rancoroso e vingativo. Do ponto de vista social, a pessoa com raiva média pode ser percebida como intolerante e dominadora em alguns contextos. A vantagem do perfil de raiva média é poder contar com a sua força em situações em que se é desafiado ou agredido, o que protege o próprio território. Em outras circunstâncias, um pouco de raiva favorece a conquista de novos territórios. Mas essa capacidade de defesa e ataque muitas vezes produz outras perdas e também coloca o indivíduo em situações de risco e desadaptação social. Por estar associada com algum grau de desconfiança, há uma facilidade em identificar precocemente quem pode lhe prejudicar, mas algumas vezes pode considerar como inimigo ou tratar mal alguém que não lhe quer mal. Em outras palavras, a desconfiança protege, mas também pode isolar o indivíduo. As desvantagens da raiva média ocorrem quando ele é mal aplicada, seja pela intensidade desproporcional, seja pela freqüência em que se manifesta. No longo prazo, os efeitos da raiva média podem ser deletérios para as relações afetivas e sociais. A reação de raiva deixa as pessoas em torno inicialmente assustadas, e com a repetição, traumatizadas. Assim, a tendência é o afastamento dessas pessoas ou a perda da naturalidade nas relações. Quando se trata da relação com um outro raivoso, a conseqüência é o surgimento de discussões, desacertos e brigas. Como a intensidade tende a ser alta, e ambos tendem a ser orgulhosos e rancorosos, às vezes basta uma forte desavença para rachar a relação de modo irreparável. A raiva também está associada à forte combatividade, e é a base da inveja. As pessoas de raiva média também tendem a ver o mundo em um formato tudo-ou-nada ou 8 ou 80 em algumas situações, principalmente emocionais. Esse padrão de pensamento também pode se manifestar ao rotular pessoas ou situações de maneira dramática e instantânea. Como muitas coisas são contínuas e graduais, a pessoa pode ficar meio fora de sintonia com o ambiente e com a visão dos demais. Do ponto de vista de transtornos psiquiátricos, a raiva média confere um risco maior de transtorno de humor bipolar, transtorno de explosividade intermitente, bulimia, os transtornos de personalidade borderline, , narcisista, histriônico, antisocial e paranóide, excessos comportamentais (compras, jogo, direção agressiva) e abuso de drogas. No entanto, muitas vezes em torno dos 40 ou 50 anos a raiva pode surgir ou aumentar e aí sim algum transtorno pode surgir, como depressão agitada, que pode ser considerada como parte de um quadro de bipolaridade do humor. A lapidação da raiva média passa por transformar a energia de ativação da raiva, que destrói mais do que constrói, em vontade, que constrói mais do que destrói. O caminho para se conseguir isso é canalizar a energia a um objetivo produtivo e aumentar a capacidade de controle. As perguntas a serem feitas são “o que está bloqueando a realização dos meus desejos ou a conquista dos meus objetivos” ou “o que está acontecendo contra a minha vontade”? Uma vez identificadas as barreiras, o ideal é elaborar um bom plano de ação, com alternativas e flexibilidade para resolver as questões. A canalização da energia pode se dar tanto em mudanças no tipo de atividade que exerce ou em fazer algum hobby, que pode ser um esporte, atividade física aeróbica ou uma atividade artística. Assim, a energia represada vai fluindo de maneira produtiva, reduzindo a pressão interna. No plano mental, a maneira de atenuar a raiva é monitorar os pensamentos extremados, do tipo tudo ou nada, e buscar a ponderação em cada situação. A inclusão de uma opção “mais ou menos” ou “neutro” na hora de avaliar os eventos já enriquece e aperfeiçoa muito o padrão mental de quem tem propensão à raiva. Outro aspecto importante a ser desenvolvido é a capacidade de remendar os estragos feitos pela raiva. Isso se consegue com o aumento da comunicação com as pessoas, particularmente em uma posição de “guarda baixa”, que favorece o pedido genuíno de desculpas. Muitas vezes quem age com raiva se arrepende do que fez, mas o orgulho não deixa reparar os danos. Portanto, reduzir o orgulho, pedir desculpas e valorizar o outro é um caminho que diminui o impacto negativo da raiva. Quem tem a raiva média frequentemente consegue ter ou desenvolver essa capacidade.
Sensibilidade altaAs pessoas com sensibilidade alta são um tanto vulneráveis às “pancadas” da vida e se abalam bastante quando há algum atrito pessoal mais relevante. O limite pessoal de suportar tensões interpessoais e situações difíceis é frequentemente ultrapassado, gerando danos e sofrimento. Mesmo eventos cotidianos ou de ordem menor costumam afetar e, se forem continuados, provocam uma baixa na resistência.
Há uma clara dificuldade em se lidar com estressores fortes e situações de pressão mais alta. Para tolerar esses momentos é necessário apoio externo e pausas para recuperação. Portanto, há um preço alto a pagar quando ficam sujeitos ou se colocam em situações complexas, difíceis e imprevisíveis. Além do desgaste e os prejuízos pessoais subjetivos, o rendimento e o resultado final podem deixar a desejar nessas situações adversas.
A sensibilidade alta gera inteferência nas relações pessoais, tanto próximas (família, amigos) como mais distantes (colegas), por se sentir afetado ou magoado mesmo com pequenos atritos ou tensões. Em outras palavras, a mágoa acumula e se mistura com os outros sentimentos pelas pessoas. Quando combinada com raiva média ou alta, os problemas tendem a ser maiores por haver uma alta reatividade emocional e dramática, com reclamações e cobranças em excesso.
Uma das maneiras de lidar com a sensibilidade em excesso é esperar menos dos outros e dos resultados. A expectativa alta é o território fértil para a frustração e a decepção. A sensibilidade também está ligada a precisar de aprovação dos outros para se sentir bem. Dessa maneira, a pessoa fica mais vulnerável e dependente, ao invés de puxar para si a responsabilidade de atribuir o seu próprio valor. É melhor se ver como se é, aceitando suas qualidades e buscando lapidar os defeitos, do que esperar e contar que alguém reforce a idéia de que se é perfeito. A dependência emocional deixa a pessoa à mercê do que os outros pensam dela, e em casos mais graves, se não houver um reforço positivo por parte do outro, isso é interpretado como rejeição. É importante entender que ninguém tem o dever de suprir as carências alheias. Em outras palavras, a auto-aceitação e o contato mais profundo consigo mesmo são necessários para se diminuir a sensibilidade, principalmente nas relações pessoais.
Temperamento DisfóricoO temperamento disfórico geralmente tem como marca a raiva alta ou pelo menos média, associada ao controle médio e a vontade média. Na verdade, a vontade muitas vezes é oscilante. Quando alta, é expressa com prazer e alegria, mas quando a energia é alta e está desregulada, se manifesta como raiva. Em outros momentos, a energia é toda baixa, com apatia e desânimo e sem raiva. O medo nos disfóricos costuma ser médio, mas há os com medo baixo, que são mais expansivos e impulsivos, e outros com medo alto, que são mais inibidos e sensíveis. Esse temperamento está frequentemente relacionado aos temperamentos ciclotímico (altos e baixos, alternância entre entusiasmo e tédio, agilidade e lentidão) e o lábil (dispersivo, inquieto, desatento e com dificuldade de cumprir deveres).
A ativação mental, para ser expressa harmonicamente na forma de vontade, precisa ser controlada e ter um foco ou direcionamento. Os disfóricos em geral têm grande ativação mental, que é difícil de se lidar porque o excesso de energia torna a ativação mental mais caótica e instável. Mas, além disso, é comum que o controle seja insuficiente para dar conta de tanta ativação mental. Dessa forma, surge a instabilidade e a imprevisibilidade das reações emocionais, e também da maneira de ver e se relacionar com o mundo.
O temperamento disfórico apresenta as características de irritabilidade, agitação e ansiedade, tendem a ter um padrão de pensamento e comportamento do tipo tudo-ou-nada ou 8 ou 80, são sensíveis à rejeição e à critica, têm reações emocionais intensas, tendem a ter excessos comportamentais seguidos de culpa e remorso, têm a auto-estima instável, baixa tolerância à frustração e podem ser imprevisíveis para si mesmos e para os outros. Muitos tendem a ser imediatistas e a querer que as coisas aconteçam e sejam do seu jeito, mesmo que para isso tenham que ser impositivos e manipuladores. É comum terem dificuldades com concentração e atenção, particularmente para situações em que não estão interessados. Assim, mesmo quando inicialmente gostam de algo ou de alguém, podem enjoar logo. Essas características podem ser mais marcantes se apresentarem ciclotimia associada, o que é comum, com alternância entre humor positivo e negativo, grande interesse e desinteresse, otimismo e pessimismo, amor e ódio, fases falantes e caladas e entre confiança e insegurança. Como se pode ver, a instabilidade é da mente como um todo, afetando o pensamento e o comportamento tanto quanto o humor.
As pessoas com esse perfil percebem que seu temperamento está associado a problemas de grau moderado a alto, mas muitos percebem algumas vantagens e benefícios no seu jeito de ser. Nas questões relacionadas a trabalho, o temperamento disfórico pode se dar melhor em ambientes menos controlados, com regras mais flexíveis, que dêem liberdade para que façam as coisas do seu jeito. Por isso, os trabalhos que mais se ajustam ao temperamento disfórico requerem algum grau de criatividade, de liberdade para deixar a sua marca ou seu jeito transparecer, ou de novidades para que não enjoe. Com essa instabilidade e tendência a irritação e impaciência, não é de surpreender que no currículo de um disfórico possa haver mais mudanças de trabalho, de interesses (por ex. faculdades), de cidades ou de países. Fica buscando uma nova área em que vai ser feliz, até descobrir que a maioria dessas novidades também perde seu encanto, mas algumas podem se manter interessantes. Querem as coisas do seu jeito e reclamam até consegui-las, o que pode atrapalhar as relações. Os disfóricos costumam se adaptar melhor a trabalhos em horários atípicos ou variáveis, ou trabalhos focados em cumprimento de tarefas ao invés de em um horário regular. Quando têm prazos, muitas vezes deixam tudo para a última hora.
No plano intelectual, o temperamento disfórico tende a ter uma visão particular das coisas. A variedade de humores comumente associada faz com que se relacione com o mundo a partir de todos esses prismas. Em outras palavras, percebemos o mundo e a realidade através do filtro do humor. Se usamos sempre o mesmo filtro, nos relacionamos com o mundo sempre do mesmo jeito e temos a mesma resposta. Se usarmos vários filtros, poderemos perceber as diversas facetas dessa mesma coisa e o retorno também será diferente. Em função da intensidade emocional, disfóricos tendem a ter opiniões fortes e polarizadas. Mas como são variáveis e sensíveis, com a mesma ênfase que defendiam um ponto de vista, mais tarde podem defender com o mesmo fervor o ponto de vista contrário. Aqueles com mais capacidade de síntese e produtividade podem tirar proveito disso, mas para quem está de fora é difícil de entender e de se relacionar com essas mudanças.
Os disfóricos variam na sua percepção do mundo, com ambivalência e a variação rápida de opiniões sobre um assunto. Outros, ao contrário, têm uma idéia fixa que nem o melhor dos argumentos é capaz de demover, porque enxergam os fatos de realidade e projetam intensamente seus desejos e fantasias, praticando o auto-engano. Em fases mais negativas, captam somente os aspectos mais duros da realidade, às vezes de forma exagerada, desprezando os aspectos positivos. Ou seja, muitos disfóricos têm uma dificuldade em conceber simultaneamente os aspectos positivos e negativos, integrando-os para chegar a uma conclusão mais complexa. Seu processamento mental se dá de forma binária, do tipo é ou não é. A auto-estima também costuma conter alguma insegurança em função disso. Quando sofrem, além de ficarem com raiva, podem fazer qualquer coisa para recuperar o bem estar, geralmente com algum comportamento em excesso no terreno do prazer, como compras, festas, drogas (cigarro e bebida, principalmente) e/ou comida (mais doces). Mulheres frequentemente lidam com essas fases falando horas (muitas vezes ao telefone) para tentar desaguar os sentimentos ruins.
Nas relações, o temperamento disfórico pode ter dificuldades em manter os vínculos afetivos, particularmente se o seu nível de raiva for alto e o controle for baixo. Essa combinação faz com que sejam pessoas pesadas, impulsivas, desconfiadas e dominadoras de uma forma que contamina o ambiente com reclamações, imposições e cobranças. Mesmo que não tenham sido mimadas, comportam-se como se tivessem. No terreno afetivo, os disfóricos seguidamente desenvolvem relações que, com o tempo, se transformam em amor e ódio. Por isso, podem ter um maior número de relacionamentos, muitos deles curtos, e seguidamente com o padrão ?tapas e beijos?. Surtos de explosividade, raiva, desconfiança e possessividade costumam ter um preço alto nos relacionamentos amorosos. Também cobram afeto ativamente, e quando estão mais negativos só dão atenção e carinho depois de terem recebido. Por outro lado, por serem 8 ou 80, outro encontram uma pessoa que concebem como especial e defenderão o relacionamento com unhas e dentes.
Como é um temperamento que costuma ter muitos problemas, é importante buscar maneiras de atenuar os traços mais disfuncionais para melhorar a adaptação ao seu ambiente e ao seu círculo social. Psicoterapia e psicofármacos podem ser bastante úteis para ventilar e reduzir a raiva, mas é muito importante tomar consciência de que será necessário esforço e dedicação para atenuar os traços mais prejudiciais.
Os pensamentos mais extremistas devem ser questionados e colocados à prova. O desafio é buscar as respostas afetivas na medida certa e proporcional aos fatos. Outro aspecto a ser desenvolvido é conseguir manter simultaneamente (e não um ou outro) os sentimentos positivos e negativos sobre alguma atividade ou pessoa. A maioria das coisas e das pessoas não é só boa ou só má. É preciso entender isso em primeiro lugar, e depois treinar a capacidade de perceber esses aspectos ao mesmo tempo, desenvolvendo a terceira opção, que é o caminho do meio ou o meio termo. Em um estágio posterior, vem uma maior aceitação dos fatos com sua complexidade, ou seja, não querer mudar todas as coisas para se ajustarem aos próprios desejos. O amadurecimento dessas características ajuda as tornar as relações mais estáveis, regulares e duradouras em todos os níveis. À medida que os resultados positivos dessa postura são vivenciados, pequenas mudanças de comportamento podem ser adotadas, que por sua vez direcionam a outros resultados mais positivos.
Que medo! Tem muita coisa aí que me descreve, mas muita coisa que não. Por exemplo isso de raiva, eu não me sinto muito "raivosa" (grrrr). Geralmente me sinto triste no lugar de sentir raiva. São poucas as vezes que eu lembro de ficar com muita raiva, e foram geralmente por decepção com namorado ou amigos. No momento agora só consigo lembrar de 2 vezes! Será? Ou eu tenho lapso de memória né gente? Vai saber... rsrsrs Quem quiser fazer também o site é www.temperamento.com.brBeijos!!!